O Museu

O Museu

MISSÃO

O Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão assume como missão a salvaguarda da sua coleção, assegurando uma investigação contínua, a par do seu enriquecimento e divulgação, no sentido de eternizar aquela que foi uma parcela significativa da História da Ilha das Flores e que é transversal a todos os açorianos.  

O EDIFÍCIO

O Museu está instalado na Fábrica da Baleia do Boqueirão, situada na extremidade Nordeste da vila de Santa Cruz das Flores, sede do concelho com o mesmo nome. A implantação do edifício foi determinada de acordo com a sua finalidade, como ponto de transformação dos cachalotes apanhados na ilha, ficando situada logo acima do porto do Boqueirão, a cerca de 27 metros de altitude. Trata-se de um edifício que se destaca na paisagem urbana, pela sua volumetria e pela dimensão da sua chaminé. Para muitos habitantes locais, constitui, só por si, um marco visual, que remete a imaginação para os tempos em que a caça à baleia fazia parte do quotidiano local. O edifício está incluído num complexo fabril que engloba ainda a plataforma de desmancho e a rampa de varagem, ambas localizadas na vertente Norte do edifício, que é composto por quatro corpos retangulares, perpendiculares entre si, e por uma chaminé cilíndrica, que perfazem uma área total de cerca de 1850m.

Atualmente, englobado no complexo fabril, mas com entrada e gestão independente, funciona também o Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão.

A Fábrica da Baleia do Boqueirão foi construída entre 1941 e 1944 pela companhia baleeira Reis & Flores, com Francisco Marcelino dos Reis e José Jacinto Mendonça Flores como sócios maioritários, e permaneceu aberta até 1984. Posteriormente comprada pela Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, serviu a autarquia até 1992 como armazém de materiais, oficina de serralharia, mecânica e pintura, com exceção da ala Este do edifício. Esta ala, composta por duas grandes salas e pela casa das bombas contígua a estas, foi então cedida pela Câmara Municipal ao Museu da Arte e Tradição Popular da ilha, para uma posterior instalação da Secção de Artes do Mar.

Em 1991, a Direção Regional dos Assuntos Culturais requereu à Comissão das Comunidades Europeias apoio financeiro para recuperar a fábrica, e, em 1992, deu início aos trabalhos de recuperação da maquinaria, que durariam cerca de um ano. Apesar da primeira tentativa de conservação com fins museológicos, a fábrica ainda se manteve abandonada durante mais de 10 anos e só mais tarde foi classificada como Imóvel de Interesse Público (Resolução nº67/99, de 29 de Abril).

Em 2006 foi retomada esta problemática, e deu-se início ao projeto de conversão do complexo fabril em museu, que ficou à responsabilidade da empresa Ilhas de Valor S.A.

Em termos arquitetónicos, as alterações feitas aquando da requalificação do edifício, abrangeram a adição de um segundo andar na ala Oeste e a cobertura de uma área adjacente, que era originalmente a céu aberto.

Hoje, o edifício encontra-se completamente restaurado, com diversas remodelações que permitiram a instalação de novos conteúdos, para além da maquinaria original que lhe confere uma imponência que não deixa ninguém indiferente. A manutenção da cobertura original, das paredes de alvenaria e das estruturas de betão originais, dão uma ideia muito realista do espaço usado naqueles tempos de grande atividade baleeira.